Por definição, o gerente de projeto deveria (ainda na fase de iniciação) compreender o business goal que o projeto irá atingir. Esse business goal pode ser expresso por várias maneiras. Porém, quando estamos falando em ROI – qual o retorno que o projeto traz para a empresa dado o investimento e quais KPIs esse projeto será avaliado a tendência é estamos sempre lidando com o tangível, quantitativo. Na transição da sociedade industrial para a sociedade baseada em informação ainda temos dados tangíveis e quantitativos para medir a eficiência dos projetos.

Nem sempre os projetos de hoje são só expressos em números, alguns valores que os sponsors querem entregar ao cliente saem do tangível ou são puramente políticos? Melhorar a experiência do usuário, informação de credibilidade, conveniência, aumentar o awareness da marca. Isso deve ser convertido em números e mesmo que a resposta seja positiva, isso não é facilmente manipulado por quem vende o projeto? É muito fácil ser convencido com números quando não se entende do que está se falando. Afinal, qualquer adjetivo bom,mal, feio, bonito sempre tem que estar atrelado à uma baliza.

Mesmo com essa “intangibilidade”, essas novas métricas devem tentar expressar em tempo ou custo o ganho obtido. Mas ao analisar isso, o responsável pela estratégia deve se questionar como o cenário anterior ao projeto foi medido e se esses valores (agora obtidos com o projeto) se mantêm com o tempo, se crescem (ideal) ou se desinflam.

A conclusão não é novidade, as empresas devem constantemente monitorar a aderência dos seus projetos à estratégia definida. Os valores entregues ao cliente no final do projeto ainda fazem sentido? É necessário aos responsáveis por tomar a decisão se apoiar em valores e em números.