Muitos são os cenários, no mundo corporativo ou na esfera pessoal, em que nos flagramos deixando o ponto ou objetivo principal de lado e simplesmente caímos numa guerra para provarmos nosso ponto.

Em uma viagem recente, em que estava “ilhado” em uma cidade pequena de um país pequeno, onde não havia livraria ou banca de jornal perto, achei no supermercado alguns livros e para minha surpresa um deles endereçava uma questão que ha tempo me incomodava. O livro era Egonomics, e traz idéias muito interessantes para reflexão e ação.

Segundo o livro, nosso ego mina ou acelera a produtividade. E devemos buscar um equilíbrio entre “muito ego” (que nos torna arrogantes – extremamente tóxicos e destrutivos) e sem ego algum (que nos torna sem confiança). O equilíbrio vem quando introduzimos humildade na equação.

O livro reforça que humildade é o que torna as empresas good em great. Há patterns que são citados que devem ser sempre observados nas empresas:

  • Competição/Comparação: Se gasta muita energia fazendo comparações fúteis e ilusórias em relação aos outros. Henry Ford dizia que o competidor a ser temido é aquele que não se incomoda com você, mas que foca em fazer seu negócio melhorar o tempo inteiro.
  • Defensiva: Quando tentamos defender uma idéia e somos atrapalhados pelo ego, essa defesa do nosso ponto de vista se torna facilmente uma “luta pela causa”. Nesses momentos se gasta muito esforço tentando “estar certo” e apontar falhas alheias, mesmo que essas falhas não tenham nada a ver com a discussão da idéia.
  • Preciosismo: Quando você cria gigantes expectativas para que as pessoas fiquem maravilhadas com suas idéias, menos elas se importam. Mesmo se sua idéia for boa.
  • Validação: Acontece quando sabemos pouco sobre um assunto e tememos rejeição, ou perda de aceitação. Trocamos autenticidade e confiança por aprovação dos que estão em volta.

O equilíbrio nesse caso tem que ser sempre o objetivo final. São citados também, três conceitos chaves para que nosso ego seja sempre permeado pela razão:

  • Humildade: ponto principal que equilibra “muito ego” e o “sem ego suficiente”.
  • Curiosidade: pensamento livre para que idéia dos outros ou nossas próprias idéias pré-concebidas não atrapalhem a absorção de novas idéias. Por isso, a curiosidade vem nesse sentido, de questionar se há algo mais além do que já sabemos que devemos aprender. Sempre devemos nos questionar quando falamos: Não há mais nada para saber desse assunto.
  • Veracidade: renovar a coragem para dar e receber feedbacks constantes produzindo um canal franco e honesto com os outros. Com isso derrubando as barreiras que impedem a comunicação franca (aquelas que realmente as pessoas se entendem).

Esses dois artigos ([1] e [2]) também consolidam essas informações do livro e estão em inglês.

Aplicando esses conceitos para o mundo corporativo, não são incomuns as vezes que nos deparamos com disputas de egos ou defesa de idéias que fogem da busca pelo resultado. Para que não haja a comparação do tipo, o resultado da minha idéia é melhor do que o dele, é necessário haver uma visão clara de resultados a todos. E lembrar que o resultado mais saudável é aquele que maximiza os ganhos e minimiza os desgaste e esforços.