Certa vez, em uma aula do MBA, um professor falava sobre valores e estágios que todos passamos na vida. Era mais um caso daquelas “escapadas” em que o professor sai completamente do foco da matéria para chamar a atenção sobre um assunto off-topic. Mas dessa vez, valeu a pena. Ele dizia algo sobre, o papel e importância do dinheiro em nossas vidas. Se queremos o dinheiro sob nossos pés ou sobre nossas cabeças… ou seja, nada mais do que um simples questionamento que muitas vezes deixamos de nos fazer. Às vezes, pela cegueira propiciada por rendimentos, salários mais altos, esquecemos de colocar outros valores – sem ser o dinheiro – na balança de nossas vidas. Saúde, família, relacionamentos, amigos, são os valores que frequentemente se “rebaixa” de prioridade quando estamos na busca financeira.

Parece que estamos “condenados” a sempre buscar reconhecimento e se fazer reconhecer profissionalmente para atingir certos objetivos tanto financeiro, quanto com o nosso próprio ego. Seria interessante saber o que as pessoas valorizam quando já têm o que procuramos e principalmente aprender com os erros dos outros. Nesssa matéria da revista Planeta na Web temos um bom panorama, em português, sobre o assunto. A matéria é um excerto de um livro que foi comentado por aquele professor do MBA, chamado “O Dinheiro e o Significado da Vida”. Não tive a chance – ainda – de ler esse livro. Achei outro material muito bom sobre esse assunto nesse site.

Resumindo o teste que há no site e o conteúdo, há diversos valores que esquecemos de equacionar quando queremos realizar algum objetivo (como mudar de emprego, por exemplo). Para citar alguns, criatividade (ser inovador e fazer as coisas de uma maneira nova e melhor), diversão (gostar do trabalho, se divertir realizando-o), comunidade (estar envolvido em um grupo que tem objetivos maiores do que de um indivíduo), família, amizade, independência, saúde, integridade, poder, prestigio, sabedoria, etc. A lista é um pouco maior do que esses que eu citei. Por isso, vale a pena o check it out no site. Depois de apresentar esses valores, o autor propõe 6 estágios, que são:

1 – Autonomia e Tentativas de Escolhas (dos 18 aos 26 anos)
2 – Transição Jovem-Adulto (27 – 31 anos)
3 – Comprometendo-se (32-42)
4 – Transição Meia-idade (42-48)
5 – Deixando um legado (49-65)
6 – Ligação Espiritual (66 até … – Spiritual Denouement – difícil tradução, talvez não exata)

E o site explica detalhadamente cada parte desses estágios. É importante temos consciência desses valores, que a cada estágio da vida têm um peso maior/menor do que o outro estágio, quando tomamos decisões. A parte tragicômica da descrição fica pelo estágio 4, em que ele explica  que enquanto estamos jovens temos a sensação de sermos imortais, na meia-idade percebe-se que a vida pode já estar na metade final e tentamos fazer o melhor do que sobra dela. E também o último estágio, em que buscamos uma ligação espiritual, para “ligar os pontos” (as Steve said) e fazer as coisas terem um sentido (caso ainda não tenhamos descoberto).

Do estágio 5, deixando um legado, achei interessante pois esse tópico também é citado em artigos de liderança. Aquele papo de bons líderes formarem líderes. Há menção certa disso no 21 leis irrefutáveis da liderança. Pretendo abordar esse tópico mais para frente. Há outro valor que ultimamente tenho pesado muito, e também é um assunto que pretendo abordar aqui, sabedoria. Depois de um tempo, percebemos que não é sobre nos tornar mais inteligentes que faz a diferença como ser-humano – e sim nos tornar mais sábios: mais hábil na capacidade de tomar decisões, se comportar e reagir ao que acontece

Para finalizar juntando as pontas com o começo do texto, o professor em questão, havia tratado a turma péssimamente por um contato que fizemos por email. E com esse “desvio” na matéria conseguiu que a aparente antipatia por email fosse algo muito pequeno e que eramos capazes de superar isso com esses outros problemas que teriámos na vida.